Autor: Telmo SXP

  • DOM ZACARIAS KAMWENHO FOI SEPULTADO NA PROVÍNCIA DA HUILA

    DOM ZACARIAS KAMWENHO FOI SEPULTADO NA PROVÍNCIA DA HUILA

    O Arcebispo Emérito do Lubango Dom Zacarias Kamwenho falecido no dia 29 de Maio 2026, depois do agravamento do seu estado de saúde foi sepultado na província da Huíla na Quarta-feira (04/06/026).

    Nascido no dia 5 de Setembro de 1934, na província do Huambo, Dom Zacarias Kamwenho até a data da sua morte contava com 92 anos de idade. Foi ordenado sacerdote em Junho de 1961. Em 26 de Agosto de 1974, foi nomeado Bispo Auxiliar de Luanda, iniciando um percurso episcopal marcado pela proximidade ao povo e pela defesa incansável da dignidade humana.

    Considerado como uma das figuras mais importantes da Igreja Católica em Angola, Dom Zacarias Kamwenho dedicou a vida no testemunho do Evangelho.

  • DISPUTA POLÍTICA FAVORECE ATAQUES COM RECURSO A DESINFORMAÇÃO

    DISPUTA POLÍTICA FAVORECE ATAQUES COM RECURSO A DESINFORMAÇÃO

    O Comunicólogo e Escritor angolano Bento dos Santos fez saber que os contextos de intensa disputa política favorecem o surgimento de ataques com recurso a desinformação.

    Bento dos Santos fez o pronunciamento por meio de um vídeo com o tema: “Disputa Política Favorece Ataques com Recurso a Desinformação” publicado no YouTube, tendo afirmado que: “Angola vive um quadro de intolerância psicológica que tem promovido a violência, sendo este um dado preocupante para o nosso país”.

    O Comunicólogo e Escritor alega que “a crise económica com as suas vastas consequências tem posto à prova o funcionamento das instituições, criando cenários, que fazem o país enfrentar o surgimento de milícias digitais que utilizam as notícias falsas ou “fake news” para envenenar a política com ódio, medo e mentira”.

    Segundo o Comunicólogo e Escritor Bento dos Santos trata-se de um fenómeno recente, viabilizado por outro elemento do tempo presente, a Internet com as plataformas digitais. O Escritor afirma que as plataformas digitais são recursos que possibilitam a divulgação da comunicação que infelizmente muitas vezes também permitem a reprodução e disseminação de informações falsas e distorcidas que ganham a aparência da realidade. 

    As consequências negativas da conjugação entre às notícias falsas também conhecidas como “fake news” e às plataformas digitais são incalculáveis, uma vez que o debate público é distorcido, corrompendo-se a liberdade de expressão e o direito à informação, dois dos principais trunfos da democracia ante os demais sistemas políticos.

    Não se pode admitir que abusos sejam válidos como forma de fazer política. É imprescindível criar mecanismos efectivos para impedir a difusão das fake news.

    Não podemos permitir que a linguagem do ódio asfixie o debate plural, indispensável em qualquer democracia. Para tanto, o diálogo, o respeito às divergências e às regras legais serão de suma importância nos próximos anos.

    Nós temos o direito de nos expressar, mas não com desinformação. Ao contrário, temos que empoderar uma média livre como sendo um dos pilares na luta contra a desinformação.

    As instituições do estado e a própria sociedade deve apoiar todas iniciativas contra a desinformação. Para tal, o pluralismo ético é muito importante. 

    Temos que transformar as nossas sociedades em sociedades mais fortes, mais resilientes, mais engajadas, e todas visando o bem comum.

    A desinformação é global e é local ao mesmo tempo. Por isso, devemos estar envolvidos no combate a desinformação, pois, infelizmente qualquer um pode ser a próxima vítima da desinformação. 

    Lutar contra a desinformação é fundamental para que possamos defender a democracia”, enfatizou o Comunicólogo e Escritor Bento dos Santos.

  • ESTUDOS REVELAM CAUSAS QUE FAZEM OS PAÍSES AFRICANOS NÃO DESENVOLVEREM

    ESTUDOS REVELAM CAUSAS QUE FAZEM OS PAÍSES AFRICANOS NÃO DESENVOLVEREM

    Diferente das costumeiras justificações reais sobre os principais motivos para o subdesenvolvimento africano que geralmente são refutados na colonização que permaneceu durante muito tempo, sendo o continente africano o ponto de apoio às caravanas dos exploradores nas vestes de colonizadores que implementaram de forma efectiva a exploração por meio do saque com recurso a violência, escravidão  e usurpação dos recursos dos países africanos, passados séculos, estudos recentes da UNESCO, Banco Mundial e da UNICEF revelam que, apesar dos avanços no acesso à educação básica, os países africanos continuam a enfrentar desafios críticos de pobreza de aprendizagem.

    Os relatórios indicam que até 80 ÷ 100% (cem porcento) das crianças de 10 anos na África Ocidental e Central não conseguem ler nem compreender um texto simples, um reflexo de graves deficiências nos sistemas de ensino.

    A ausência da cultura da leitura e da pesquisa associada ao distanciamento da valorização do mérito por parte dos governos africanos, estão entre as principais causas do atraso do desenvolvimento na grande maioria dos países africanos que continuam a priorizar velhas práticas de nepotismo, corrupção, e acentuado clientelismo político.

    Os estudos são unânimes sobre a necessidade de um melhor apoio aos professores, especialmente às questões relacionadas com a renumeração, recrutamento, preparação, distribuição, supervisão, e apoio ao nível das escolas. As políticas devem lidar com as taxas elevadas de absentismo e falta de conhecimentos e capacidades dos professores, com enfoque em planos curriculares actualizados, realistas para a preparação dos professores tendo como suporte a gestão de recursos humanos aliada a modernidade como meio de apoio no trabalho e incentivos a classe. 

    A crise de aprendizagem que perdura nos países africanos mina o crescimento económico e o bem-estar dos seus cidadãos.

    De acordo com um novo estudo do Banco Mundial a região já fez progressos consideráveis tendo aumentado de forma significativa as inscrições na escola primária e secundária, mas cerca de 50 milhões de crianças ainda não frequentam a escola, e a maioria das que frequentam a escola não conseguem adquirir as competências básicas necessárias para terem êxito mais tarde na vida.

    Sem à aquisição de conhecimentos, a educação nos países africanos não irá cumprir com a promessa de eliminar a pobreza extrema e criar oportunidades partilhadas e prosperidade para todos.