Categoria: debates-publicos

  • PROFESSORES DO MPLA EM LUANDA DEBATEM OS 50 ANOS DO SISTEMA DE EDUCAÇÃO E ENSINO EM ANGOLA

    PROFESSORES DO MPLA EM LUANDA DEBATEM OS 50 ANOS DO SISTEMA DE EDUCAÇÃO E ENSINO EM ANGOLA

    O Comité do MPLA de Especialidade dos Professores da província de Luanda, realizaram, na Quinta-feira (18) uma conferência com o tema “Angola: 50 Anos do Sistema de Educação e Ensino (1975–2026)”.

    Com uma presença massiva de participantes, a conferência contou com a presença da ministra da Educação da República de Angola Dr.ª Erika Linete Baptista Carvalho Aires e do Governador e Primeiro Secretário Provincial de Luanda, Luís Nunes, dirigentes do MPLA, membros do Executivo, Directores de escolas, docentes, académicos, estudantes e convidados que juntos reflectiram sobre o percurso da educação em Angola e os desafios do sector.

    A Primeira Secretária do Comité de Especialidade dos Professores Dra. Joana Mateus Torres Sousa Neto procedeu à apresentação dos objectivos da conferência, sublinhando a necessidade de analisar o percurso do Sistema de Educação e Ensino ao longo dos últimos cinquenta anos, bem como de perspectivar soluções actuais para o sector.

    No primeiro painel, subordinado ao tema “Avanços Alcançados (1975–2026)”, a Ministra da Educação apresentou uma análise da evolução do Sistema de Educação e Ensino em Angola, destacando os progressos registados desde a Independência Nacional, com realce para a expansão do acesso ao ensino, a melhoria das infra-estruturas escolares e o reforço da formação de quadros.

    O segundo painel, subordinado ao tema “Desafios e Metas para os Próximos Anos”, foi apresentado pelo Camarada Dr. Nazário Vilhena que abordou as prioridades estratégicas para o futuro da educação, defendendo a aposta na qualidade do ensino, na inovação pedagógica, na investigação científica e na formação de capital humano como factores essenciais para o desenvolvimento sustentável de Angola.

    Entre os distintos objectivos do Comité do MPLA de Especialidade dos Professores de Luanda consta o permanente compromisso de valorizar a educação como instrumento indispensável para a promoção do desenvolvimento humano para o progresso social e económico de Angola.

  • EFEITOS DO ESTREITO DE HORMUZ CHEGAM EM ANGOLA

    EFEITOS DO ESTREITO DE HORMUZ CHEGAM EM ANGOLA

    As inúmeras filas de viatura que começaram a se instalar nos postos de abastecimento de combustível em Angola, constitui um choque ou seja a rotura causada na paralização do fornecimento de petróleo no Estreito de Ormuz que começou a ser sentido directamente em todo território angolano. Para além da subida e da escassez de combustível e gás de cozinha, a consequência, bem como a subida de preços de toda cadeia de produtos e serviços, não isenta a consequência mais visível que se regista nas longas filas de viaturas nos postos de abastecimento de combustíveis.

    Apesar de muitos países ainda não terem a demanda acrescida porque têm os seus estoques de combustível, na realidade também pagam mais caro para garantir abastecimento. Entretanto, os especialistas alegam que para os países que possuem estoques, esse alívio é temporário. Traders já alertam que um ajuste severo está a caminho.

    Com o bloqueio a alcançar à nona semana, a chamada destruição da demanda que começou em sectores menos visíveis, como o petroquímico começa a se espalhar, de forma silenciosa, para mercados do dia-a-dia em todo mundo.

    A demanda global já enfrenta uma queda de 5,3 milhões de barris por dia neste trimestre, e uma interrupção de 12 semanas em Hormuz levaria o Brent Dated, principal referência física mundial, acima do recorde deste mês, para US$ 154 por barril, segundo a consultoria FGE NexantECA.

  • POLÍCIA DE TRÂNSITO DESGASTA PACIÊNCIA DOS AUTOMOBILISTAS COM MAIS DE CEM OPERAÇÕES POR SEMANA.

    POLÍCIA DE TRÂNSITO DESGASTA PACIÊNCIA DOS AUTOMOBILISTAS COM MAIS DE CEM OPERAÇÕES POR SEMANA.

    Quem conduz em Angola, principalmente na cidade de Luanda, certamente tem sido abordado pelos agentes da polícia de trânsito por meio das suas operações, caracterizadas com o perfilhamento de cones e outros artefactos que inviabilizam as escassas vias onde ainda é possível circular.

    Os episódios realizados pelos agentes de trânsito dos municípios da Samba, Maianga, Ingombotas e Rangel, logo pela manhã, ou geralmente ao final de uma jornada de trabalho, na conhecida “estrada do Rocha Pinto, Ilha de Luanda, Aeroporto 4 de Fevereiro, Avenida Brasil” e nas outras vias da cidade capital, parecem contagiar todo país, onde em cada cem metros de circulação, os automobilistas são constantemente abordados pelos agentes de trânsito que geralmente ficam indiferentes quanto à necessidade de procederem a gestão para viabilizar o normal fluxo de circulação rodoviária.

    Indiferentes a realidade que os cidadãos vivem, as exageradas operações realizadas pelos agentes da polícia de trânsito aumentam às acrescidas dificuldades vivenciadas diariamente pelos automobilistas.

    O argumento da fiscalização parece só ter razão de ser para os automobilistas que não têm nenhuma instituição que defende os seus direitos.

    As excessivas vias esburacadas danificam os pneus, os amortecedores, a poeira abundante, danifica os filtros, e outros componentes dos carros e causa a necessidade da lavagem diária das viaturas, obrigando os utentes a terem de realizar manutenções correctivas regularmente.

    As péssimas condições das infraestruturas, no caso as estradas, e de igual forma as péssimas condições ambientais, fazem com que, em Angola, uma viatura nova que geralmente faria a revisão de manutenção preventiva aos cinco mil quilómetros, deve fazer a referida revisão em cada dois mil quilómetros.

    É evidente que, perante a indiferença institucional, onde o silêncio e aplaudir a tudo que os chefes dizem funciona como critério de falsa competência, faz com que a consciência pública tenha a percepção que às situações aqui referenciadas, certamente proporcionam benefícios para alguns poucos privilegiados.