Categoria: Destaque

  • ESCRITOR ALBINO CARLOS LANÇA NOVO LIVRO: HISTÓRIA DA MÚSICA ANGOLANA

    ESCRITOR ALBINO CARLOS LANÇA NOVO LIVRO: HISTÓRIA DA MÚSICA ANGOLANA

    No dia 18 de Junho, Quinta-feira, às 17 horas, no Palácio de Ferro em Luanda o escritor angolano Albino Carlos vai fazer a apresentação pública formal da sua nova obra literária com título “História da Música Angolana”.

    Segundo o escritor: A música angolana é espaço de liberdade de expressão como expressão das liberdades!

    Albino Carlos é Doutor em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), membro da Academia Angolana de Letras, da União dos Escritores Angolanos e da Entidade de Regulação da Comunicação Social Angolana. Foi aclamado com Issunje, colectânea de contos lançada em 2012 e laureada com o Prêmio Nacional de Cultura e Artes na categoria Literatura em 2014, e com Olhar de Lua Cheia, que recebeu o Prêmio de Literatura António Jacinto em 2006.

  • DIA 11 DE JUNHO COMEÇA O MUNDIAL DE FUTEBOL 2026

    DIA 11 DE JUNHO COMEÇA O MUNDIAL DE FUTEBOL 2026

    A Copa do Mundo de 2026 começa na próxima Quinta-feira, 11, com a partida entre México e África do Sul, no Estádio Azteca, na Cidade do México. A partida de abertura está marcada para 16h.

    A edição de 2026 será também a com o maior número de seleções da história. Pela primeira vez, a Copa terá 48 seleções, distribuídas em 12 grupos de quatro equipes. Avançam à fase eliminatória os dois primeiros colocados de cada chave e os oito melhores terceiros, formando uma inédita fase de 32 avos de final. Ao todo, serão 104 partidas, espalhadas por 16 cidades-sede na América do Norte.

    O primeiro dia do Mundial terá dois jogos. Depois de México x África do Sul, válido pelo Grupo A, a bola volta a rolar para Coreia do Sul x Tchéquia, em Zapopan. No dia seguinte, Sexta-feira, será a vez dos outros dois anfitriões estrearem: Canadá x Bósnia e Herzegovina, em Toronto às 16h, e Estados Unidos x Paraguai, em Los Angeles, às 22h.

    A Midia Geral faz o prognóstico que o Brasil um dos favoritos tradicionais chegará a final, mas desta vez não será o campeão.

  • O MAIOR ROUBO CIBERNÉTICO DO BRASIL: MAIS DE 813 MILHÕES DE REAIS FORAM USURPADOS VIA PIX

    O MAIOR ROUBO CIBERNÉTICO DO BRASIL: MAIS DE 813 MILHÕES DE REAIS FORAM USURPADOS VIA PIX

    Um esquema sofisticado de fraude digital resultou no maior roubo cibernético já registrado contra bancos brasileiros.

    Os hackers conseguiram desviar R$ 813 milhões através do sistema Pix ao invadir a rede de uma empresa responsável pela conexão entre os bancos e o Banco Central. O crime foi descoberto pela Polícia Federal brasileira em Junho de 2025.

    O grupo criminoso operava a partir de hotéis em Brasília e Goiânia (GO). A operação envolveu o aliciamento de um funcionário da empresa tecnológica que forneceu acesso aos sistemas críticos por apenas R$ 15 mil. Em menos de 12 horas após o ataque, grande parte dos fundos roubados foi convertida em criptomoedas para dificultar seu rastreamento e os criminosos fugiram em massa através de viagens para vários países.

    A ocorrência de crimes financeiros constitui um risco permanente. No entanto, geralmente às informações sobre a ocorrência dos crimes financeiros são reservadas para não criar pânico nos clientes que fazem recurso aos bancos por questões de segurança.

  • DONALD TRUMP ABANDONA ENTREVISTA DEPOIS DE INSULTAR A JORNALISTA E CRITICAR A IMPRENSA

    DONALD TRUMP ABANDONA ENTREVISTA DEPOIS DE INSULTAR A JORNALISTA E CRITICAR A IMPRENSA

    O presidente dos EUA, Donald Trump, abandonou abruptamente uma entrevista que estava a ser exibida no Domingo dia 7 de Junho pela emissora NBC, no programa “Meet the Press”.

    Na mesma entrevista, Trump afirmou que “não garantiu” que não haveria guerras caso voltasse à Casa Branca — Entretanto, por diversas vezes durante a sua campanha presidencial de 2024, ele usou a frase “sem mais guerras” como slogan.

    Antes do encerramento, Donald Trump também dirigiu insultos pessoais à entrevistadora do canal, Kristen Welker. O republicano se irritou ao ser confrontado pela repórter após dizer que havia evidência de que as eleições de 2020, que ele perdeu para Joe Biden, foram fraudadas.

    Welker insistiu dizendo que tais evidências não existiam.

    “Vocês da NBC são uma rede tendenciosa e desleal. Desculpe. Vamos parar por aqui, porque já chega. Obrigado, querida. Divirta-se”, disse Trump, ao se levantar.

    Donald Trump encerrou a entrevista abruptamente ao se frustrar com as insistências de Kristen Welker.

    Trump estava a defender os planos para um fundo de US$ 1,8 bilhão, agora descartado, que teria compensado aliados do presidente republicano, e reiterou suas alegações infundadas de fraude em massa na longa apuração dos votos das últimas eleições primárias no estado da Califórnia.

    Segundo o procurador-geral interino Todd Blanche, o fundo criaria um processo legal para que pessoas que alegam ter sido perseguidas politicamente possam apresentar pedidos de reparação financeira.

    Segundo analistas, muitos dos beneficiários seriam seus apoiadores que invadiram o Congresso no dia 6 de Janeiro de 2021 após um comício em Washington, em que ele reiterou as mentiras sobre fraudes nas urnas.

    Na mesma entrevista, Trump afirmou que “não garantiu” que não haveria guerras caso voltasse ao cargo.

    “Em primeiro lugar, eu não garanti que não haveria guerras. Por que eu construiria o exército mais poderoso do mundo?”, questionou Trump.

    Diversas vezes em sua campanha presidencial de 2024, porém, ele reafirmou que “não haveria mais guerras” e usou a frase como slogan de campanha (“no more wars”, no original em inglês).

  • DOM ZACARIAS KAMWENHO FOI SEPULTADO NA PROVÍNCIA DA HUILA

    DOM ZACARIAS KAMWENHO FOI SEPULTADO NA PROVÍNCIA DA HUILA

    O Arcebispo Emérito do Lubango Dom Zacarias Kamwenho falecido no dia 29 de Maio 2026, depois do agravamento do seu estado de saúde foi sepultado na província da Huíla na Quarta-feira (04/06/026).

    Nascido no dia 5 de Setembro de 1934, na província do Huambo, Dom Zacarias Kamwenho até a data da sua morte contava com 92 anos de idade. Foi ordenado sacerdote em Junho de 1961. Em 26 de Agosto de 1974, foi nomeado Bispo Auxiliar de Luanda, iniciando um percurso episcopal marcado pela proximidade ao povo e pela defesa incansável da dignidade humana.

    Considerado como uma das figuras mais importantes da Igreja Católica em Angola, Dom Zacarias Kamwenho dedicou a vida no testemunho do Evangelho.

  • DISPUTA POLÍTICA FAVORECE ATAQUES COM RECURSO A DESINFORMAÇÃO

    DISPUTA POLÍTICA FAVORECE ATAQUES COM RECURSO A DESINFORMAÇÃO

    O Comunicólogo e Escritor angolano Bento dos Santos fez saber que os contextos de intensa disputa política favorecem o surgimento de ataques com recurso a desinformação.

    Bento dos Santos fez o pronunciamento por meio de um vídeo com o tema: “Disputa Política Favorece Ataques com Recurso a Desinformação” publicado no YouTube, tendo afirmado que: “Angola vive um quadro de intolerância psicológica que tem promovido a violência, sendo este um dado preocupante para o nosso país”.

    O Comunicólogo e Escritor alega que “a crise económica com as suas vastas consequências tem posto à prova o funcionamento das instituições, criando cenários, que fazem o país enfrentar o surgimento de milícias digitais que utilizam as notícias falsas ou “fake news” para envenenar a política com ódio, medo e mentira”.

    Segundo o Comunicólogo e Escritor Bento dos Santos trata-se de um fenómeno recente, viabilizado por outro elemento do tempo presente, a Internet com as plataformas digitais. O Escritor afirma que as plataformas digitais são recursos que possibilitam a divulgação da comunicação que infelizmente muitas vezes também permitem a reprodução e disseminação de informações falsas e distorcidas que ganham a aparência da realidade. 

    As consequências negativas da conjugação entre às notícias falsas também conhecidas como “fake news” e às plataformas digitais são incalculáveis, uma vez que o debate público é distorcido, corrompendo-se a liberdade de expressão e o direito à informação, dois dos principais trunfos da democracia ante os demais sistemas políticos.

    Não se pode admitir que abusos sejam válidos como forma de fazer política. É imprescindível criar mecanismos efectivos para impedir a difusão das fake news.

    Não podemos permitir que a linguagem do ódio asfixie o debate plural, indispensável em qualquer democracia. Para tanto, o diálogo, o respeito às divergências e às regras legais serão de suma importância nos próximos anos.

    Nós temos o direito de nos expressar, mas não com desinformação. Ao contrário, temos que empoderar uma média livre como sendo um dos pilares na luta contra a desinformação.

    As instituições do estado e a própria sociedade deve apoiar todas iniciativas contra a desinformação. Para tal, o pluralismo ético é muito importante. 

    Temos que transformar as nossas sociedades em sociedades mais fortes, mais resilientes, mais engajadas, e todas visando o bem comum.

    A desinformação é global e é local ao mesmo tempo. Por isso, devemos estar envolvidos no combate a desinformação, pois, infelizmente qualquer um pode ser a próxima vítima da desinformação. 

    Lutar contra a desinformação é fundamental para que possamos defender a democracia”, enfatizou o Comunicólogo e Escritor Bento dos Santos.

  • ESTUDOS REVELAM CAUSAS QUE FAZEM OS PAÍSES AFRICANOS NÃO DESENVOLVEREM

    ESTUDOS REVELAM CAUSAS QUE FAZEM OS PAÍSES AFRICANOS NÃO DESENVOLVEREM

    Diferente das costumeiras justificações reais sobre os principais motivos para o subdesenvolvimento africano que geralmente são refutados na colonização que permaneceu durante muito tempo, sendo o continente africano o ponto de apoio às caravanas dos exploradores nas vestes de colonizadores que implementaram de forma efectiva a exploração por meio do saque com recurso a violência, escravidão  e usurpação dos recursos dos países africanos, passados séculos, estudos recentes da UNESCO, Banco Mundial e da UNICEF revelam que, apesar dos avanços no acesso à educação básica, os países africanos continuam a enfrentar desafios críticos de pobreza de aprendizagem.

    Os relatórios indicam que até 80 ÷ 100% (cem porcento) das crianças de 10 anos na África Ocidental e Central não conseguem ler nem compreender um texto simples, um reflexo de graves deficiências nos sistemas de ensino.

    A ausência da cultura da leitura e da pesquisa associada ao distanciamento da valorização do mérito por parte dos governos africanos, estão entre as principais causas do atraso do desenvolvimento na grande maioria dos países africanos que continuam a priorizar velhas práticas de nepotismo, corrupção, e acentuado clientelismo político.

    Os estudos são unânimes sobre a necessidade de um melhor apoio aos professores, especialmente às questões relacionadas com a renumeração, recrutamento, preparação, distribuição, supervisão, e apoio ao nível das escolas. As políticas devem lidar com as taxas elevadas de absentismo e falta de conhecimentos e capacidades dos professores, com enfoque em planos curriculares actualizados, realistas para a preparação dos professores tendo como suporte a gestão de recursos humanos aliada a modernidade como meio de apoio no trabalho e incentivos a classe. 

    A crise de aprendizagem que perdura nos países africanos mina o crescimento económico e o bem-estar dos seus cidadãos.

    De acordo com um novo estudo do Banco Mundial a região já fez progressos consideráveis tendo aumentado de forma significativa as inscrições na escola primária e secundária, mas cerca de 50 milhões de crianças ainda não frequentam a escola, e a maioria das que frequentam a escola não conseguem adquirir as competências básicas necessárias para terem êxito mais tarde na vida.

    Sem à aquisição de conhecimentos, a educação nos países africanos não irá cumprir com a promessa de eliminar a pobreza extrema e criar oportunidades partilhadas e prosperidade para todos.

  • IGAE CONTA COM NOVA INSPECTORA

    IGAE CONTA COM NOVA INSPECTORA

    Sustentada com a base legal do Decreto Presidencial n° 242/20 de 28 de Setembro, cujo texto faz referência “a mudança considerável em termos de paradigma de governação e o seu subsequente aprofundamento do combate à corrupção no país, constituem indicadores bastantes para a construção institucional de um ente inspectivo que actua com plena autoridade e eficácia”. Deste modo, foi criada a Inspecção-geral da Administração do Estado (IGAE) com uma estrutura orgânica interna adequada a um novo paradigma, definido pelas alterações introduzidas ao Decreto Legislativo Presidencial n°11/20 de 26 Agosto, que aprovou a organização e o funcionamento dos órgãos Auxiliares do Presidente da República de Angola.

    A aprovação do Estatuto Orgânico da Inspecção Geral da Administração do Estado no seu número 1 e 2 do Decreto Presidencial n°242/20, proveu a extinção dos Gabinetes de Inspecção constantes da orgânica dos governos provinciais e a transição para estrutura orgânica e funcional do IGAE.

    Porém, às constantes alterações na direcção geral do IGAE revela a preocupação da busca da eficiência deste órgão, tendo em conta os objectivos que estiveram na sua criação, no caso o combate a corrupção.

    Contrariamente ao seu escopo de actuação, o IGAE  conflitua frequentemente com à usurpação das competências de outros órgãos do Estado, sendo esta uma das principais razões da advertência feita pelo Presidente João Lourenço, na Sexta-feira (29/05/026), durante a cerimónia da tomada de posse da nova Inspectora-geral da Administração do Estado  Felisbela Maria da Costa Pereira Francisco, tendo lhe advertindo para que “coopera-se com outras entidades”.

    Entretanto, parece que a nova Inspectora-geral não percebeu a mensagem, e rumando em sentido contrário, ao ler a sua mensagem de tomada de posse, manifestou o compromisso de reforçar os mecanismos de controlo interno da Administração Pública, e realçou que “uma das prioridades da sua gestão, passa pela continuidade do trabalho desenvolvido pela instituição, com especial atenção ao fortalecimento dos instrumentos de fiscalização da actividade administrativa, através da continuidade das conferências sobre boa governação destinadas aos gestores públicos, com vista à promoção de uma cultura de ética, integridade, transparência e responsabilidade na gestão dos assuntos do Estado, tendo adiantado que os primeiros passos da sua actuação incluem a análise dos instrumentos de gestão da instituição, entre os quais o plano estratégico 2024-2028, o plano de actividades e orçamento de 2026, bem como o trabalho de articulação com as equipas técnicas da IGAE.

    A nova Inspectora-geral da Administração do Estado, Felisbela Maria da Costa Pereira Francisco é licenciada em economia, e até a sua nomeação para o cargo de Inspectora-geral era desconhecida no espaço público.

    Recai sobre os ombros da nova Inspectora-geral a responsabilidade de prevenir e colaborar nos excessivos roubos que ocorrem na Administração Pública, em particular os que ocorrem na Administração Geral Tributária “AGT”.Sustentada com a base legal do Decreto Presidencial n° 242/20 de 28 de Setembro, cujo texto faz referência “a mudança considerável em termos de paradigma de governação e o seu subsequente aprofundamento do combate à corrupção no país, constituem indicadores bastantes para a construção institucional de um ente inspectivo que actua com plena autoridade e eficácia”. Deste modo, foi criada a Inspecção-geral da Administração do Estado (IGAE) com uma estrutura orgânica interna adequada a um novo paradigma, definido pelas alterações introduzidas ao Decreto Legislativo Presidencial n°11/20 de 26 Agosto, que aprovou a organização e o funcionamento dos órgãos Auxiliares do Presidente da República de Angola.

    A aprovação do Estatuto Orgânico da Inspecção Geral da Administração do Estado no seu número 1 e 2 do Decreto Presidencial n°242/20, proveu a extinção dos Gabinetes de Inspecção constantes da orgânica dos governos provinciais e a transição para estrutura orgânica e funcional do IGAE.

    Porém, às constantes alterações na direcção geral do IGAE revela a preocupação da busca da eficiência deste órgão, tendo em conta os objectivos que estiveram na sua criação, no caso o combate a corrupção.

    Contrariamente ao seu escopo de actuação, o IGAE  conflitua frequentemente com à usurpação das competências de outros órgãos do Estado, sendo esta uma das principais razões da advertência feita pelo Presidente João Lourenço, na Sexta-feira (29/05/026), durante a cerimónia da tomada de posse da nova Inspectora-geral da Administração do Estado  Felisbela Maria da Costa Pereira Francisco, tendo lhe advertindo para que “coopera-se com outras entidades”.

    Entretanto, parece que a nova Inspectora-geral não percebeu a mensagem, e rumando em sentido contrário, ao ler a sua mensagem de tomada de posse, manifestou o compromisso de reforçar os mecanismos de controlo interno da Administração Pública, e realçou que “uma das prioridades da sua gestão, passa pela continuidade do trabalho desenvolvido pela instituição, com especial atenção ao fortalecimento dos instrumentos de fiscalização da actividade administrativa, através da continuidade das conferências sobre boa governação destinadas aos gestores públicos, com vista à promoção de uma cultura de ética, integridade, transparência e responsabilidade na gestão dos assuntos do Estado, tendo adiantado que os primeiros passos da sua actuação incluem a análise dos instrumentos de gestão da instituição, entre os quais o plano estratégico 2024-2028, o plano de actividades e orçamento de 2026, bem como o trabalho de articulação com as equipas técnicas da IGAE.

    A nova Inspectora-geral da Administração do Estado, Felisbela Maria da Costa Pereira Francisco é licenciada em economia, e até a sua nomeação para o cargo de Inspectora-geral era desconhecida no espaço público.

    Recai sobre os ombros da nova Inspectora-geral a responsabilidade de prevenir e colaborar nos excessivos roubos que ocorrem na Administração Pública, em particular os que ocorrem na Administração Geral Tributária “AGT”.

  • EFEITOS DO ESTREITO DE HORMUZ CHEGAM EM ANGOLA

    EFEITOS DO ESTREITO DE HORMUZ CHEGAM EM ANGOLA

    As inúmeras filas de viatura que começaram a se instalar nos postos de abastecimento de combustível em Angola, constitui um choque ou seja a rotura causada na paralização do fornecimento de petróleo no Estreito de Ormuz que começou a ser sentido directamente em todo território angolano. Para além da subida e da escassez de combustível e gás de cozinha, a consequência, bem como a subida de preços de toda cadeia de produtos e serviços, não isenta a consequência mais visível que se regista nas longas filas de viaturas nos postos de abastecimento de combustíveis.

    Apesar de muitos países ainda não terem a demanda acrescida porque têm os seus estoques de combustível, na realidade também pagam mais caro para garantir abastecimento. Entretanto, os especialistas alegam que para os países que possuem estoques, esse alívio é temporário. Traders já alertam que um ajuste severo está a caminho.

    Com o bloqueio a alcançar à nona semana, a chamada destruição da demanda que começou em sectores menos visíveis, como o petroquímico começa a se espalhar, de forma silenciosa, para mercados do dia-a-dia em todo mundo.

    A demanda global já enfrenta uma queda de 5,3 milhões de barris por dia neste trimestre, e uma interrupção de 12 semanas em Hormuz levaria o Brent Dated, principal referência física mundial, acima do recorde deste mês, para US$ 154 por barril, segundo a consultoria FGE NexantECA.

  • HAVANA DENUNCIA ESTAGNAÇÃO NOS DIÁLOGOS COM WASHINGTON

    HAVANA DENUNCIA ESTAGNAÇÃO NOS DIÁLOGOS COM WASHINGTON

    A vice-ministra dos Negócios Estrangeiros cubana afirmou hoje que “não houve muitos progressos nos diálogos entre Havana e Washington”, com Cuba a duvidar da responsabilidade e seriedade dos Estados Unidos em relação ao processo negocial.

    Josefina Vidal disse que, embora o canal de diálogo se mantenha aberto, “certamente não houve muitos progressos”, uma vez que, paralelamente, por parte de Washington “continuam a ser adotadas medidas coercivas muito prejudiciais” para a economia e a população cubanas, decisões que suscitam “dúvidas quanto à responsabilidade e seriedade do Governo dos EUA”.

    Numa entrevista à agência de notícias espanhola EFE, Vidal acrescentou que o Governo cubano “continua a privilegiar o diálogo” e não vê “outra alternativa para resolver os problemas com os Estados Unidos”.

    A vontade do Governo cubano, reiterou Vidal, é que “o caminho do diálogo continue a funcionar como a fórmula para procurar um entendimento e uma solução para as divergências” entre ambos os países.

    A vice-ministra cubana participou, nesta sessão, numa audiência convocada pela Assembleia Nacional do Poder Popular (ANPP, órgão legislativo) para denunciar o bloqueio petrolífero imposto por Washington à ilha desde janeiro, as sanções reforçadas contra setores vitais da economia e as ameaças de uma possível intervenção militar.

     Na sessão, intitulada “Cuba quer Paz”, vários deputados intervieram para condenar igualmente a acusação nos EUA contra o ex-presidente cubano Raúl Castro pelo abate de dois aviões de uma organização cubana no exílio e pela morte dos quatro tripulantes há 30 anos.

    Quando questionada sobre se esta escalada podia ser semelhante à utilizada pelos EUA para preparar a captura de Castro, tal como fizeram em janeiro na Venezuela com o ex-presidente Nicolás Maduro, a vice-ministra cubana esclareceu que “a fórmula de agressão contra Cuba não é recente”, mas que “agora se está a intensificar”.

    A partir dos EUA, “estão a ser utilizadas todas as ferramentas para tentar subjugar o país”, e acrescentou que o mais “inaceitável é que esta tentativa castigue e submeta o povo a condições de vida insuportáveis e privando-o de todos os meios de subsistência”.

    “Essa tem sido sempre a fórmula utilizada pelos Estados Unidos em relação a Cuba e agora manifesta-se de forma muito mais crua e impiedosa”, concluiu.

    Esta política de pressão máxima dos EUA sobre Cuba visa que Havana introduza reformas económicas e políticas.