Categoria: Política

  • HIGINO CARNEIRO SUBMETEU A CANDIDATURA PARA A PRESIDÊNCIA DO MPLA

    HIGINO CARNEIRO SUBMETEU A CANDIDATURA PARA A PRESIDÊNCIA DO MPLA

    O general na reserva e militante do MPLA, Higino Lopes Carneiro submeteu hoje, Quinta-feira (25/06) a Comissão de Candidaturas do IX Congresso Ordinário do MPLA, o seu processo para concorrer a presidência do MPLA.

    Segundo o Higino Carneiro o expediente para a sua candidatura conta com mais de dezanove mil assinaturas. Com a remissão do processo, compete a Comissão de Candidaturas vir a se pronunciar sobre a sua aprovação. Caso o general Higino Carneiro venha a ser aprovado para concorrer a presidência do MPLA, será o segundo candidato, e poderá concorrer com o candidato João Manuel Gonçalves Lourenço, actual presidente do MPLA.

    O IX Congresso Ordinário do MPLA está previsto para o dia 9 e 10 de Dezembro de 2026.

  • UNITA ACUSA O GOVERNO DE FALHAR NO CAMPO ECONÓMICO E SOCIAL

    UNITA ACUSA O GOVERNO DE FALHAR NO CAMPO ECONÓMICO E SOCIAL

    Aldeberto da Costa Júnior o líder da UNITA acusou o governo angolano de privilegiar a dívida em detrimento da educação, saúde e produção

    O presidente da UNITA, fez a referida afirmação durante um evento público designado diagnóstico económico e social, realizado na Quarta-feira (17/06). Segundo Adalberto da Costa Júnior, Angola continua dependente de um modelo económico excessivamente assente no petróleo, na dívida pública e na concentração de recursos nas mãos do Estado, defendendo a implementação de reformas estruturais capazes de promover um desenvolvimento sustentável e inclusivo.

    O líder da UNITA considerou que os problemas do país são sobretudo estruturais e resultam da forma como as instituições funcionam, da organização do poder económico e dos incentivos existentes.

    Angola vive uma situação de estabilização sem transformação, na qual alguns indicadores macroeconómicos melhoram, mas sem impactos significativos na diversificação económica, na criação de emprego e na redução das desigualdades sociais, reiterou o líder da UNITA.

    Adalberto Costa Júnior destacou também a diferença entre o preço de referência do petróleo inscrito no Orçamento Geral do Estado e os preços praticados nos mercados internacionais. Segundo afirmou, enquanto o Orçamento Geral do Estado (OGE) foi elaborado com base em 61 dólares por barril, a média observada nos primeiros meses de 2026 rondou os 92 dólares.

    Segundo Adalberto da Costa Júnior esta diferença cria uma margem financeira significativa que exige maior transparência por parte do Executivo na divulgação das receitas efectivamente arrecadadas.

    Dando sequência a análise, segundo a UNITA, o peso da dívida pública representa, cerca de 84% das receitas previstas para 2026 que serão absorvidas pelo pagamento da dívida e dos respectivos encargos financeiros.

    Para o líder da oposição, esta realidade limita a capacidade do Estado para investir em áreas estratégicas como a educação, a saúde, a protecção social e as infraestruturas produtivas.

    O diagnóstico também faz duras críticas ao sistema financeiro que continua sem desempenhar um papel relevante na diversificação económica, uma vez que o crédito ao sector privado representa apenas cerca de 7% do PIB, um dos níveis mais baixos da África Austral.

    A agricultura foi apontada como um exemplo dessa contradição. Embora seja frequentemente apresentada como prioridade nacional, continua a receber uma parcela reduzida do financiamento bancário.

    A UNITA criticou igualmente a forte concentração territorial dos recursos públicos. Segundo os dados apresentados, Luanda e a estrutura central do Estado absorvem cerca de 68,1% da despesa pública prevista para 2026.

    Adalberto Costa Júnior considera que esta centralização agrava as desigualdades regionais, limita o desenvolvimento das províncias e aumenta a pressão migratória sobre a capital.

    O relatório manifesta ainda preocupação com a elevada taxa de informalidade, que afecta cerca de 78,8% dos trabalhadores angolanos e ultrapassa os 93% entre os jovens dos 15 aos 24 anos.

    O desemprego jovem, superior a 50%, foi igualmente apontado como um dos principais desafios económicos e sociais do país, reflectindo a incapacidade da economia para gerar emprego formal e produtivo.

    No plano institucional, o líder da UNITA criticou os níveis de corrupção, a falta de transparência na contratação pública e aquilo que considera serem fragilidades na independência do sistema judicial e na aplicação efectiva das leis.

    O diagnóstico reconhece alguns progressos nos sectores da educação e da saúde, incluindo melhorias nos indicadores de mortalidade materna e neonatal e avanços nas campanhas de vacinação. Contudo, alerta que a taxa de analfabetismo permanece elevada e que a malária continua a ser a principal causa de mortalidade e morbilidade em Angola.

  • CANDIDATO OU CANDIDATA? QUEM SERÁ?

    CANDIDATO OU CANDIDATA? QUEM SERÁ?

    No sexto mês do ano, faltando cerca de seis meses para a realização do congresso do MPLA, previsto para o mês de Dezembro de 2026, diariamente continua ascender os níveis da disputa política interna e externa no partido dos camaradas.

    Em volta de inúmeras incertezas e dúvidas, surgem às especulações em torno da sucessão para a candidatura ao cargo de presidente da República de Angola, indicado pelo partido MPLA.

    Descartados os auto-designados candidatos naturais, por revelarem de forma prematura uma fervorosa ambição de virem a assumir o cargo, fica cada vez mais evidente a provável indicação de uma mulher como candidata ao cargo.

    Garantida pela experiência do modelo de eficácia da coesão política, o presidente João Manuel Gonçalves Lourenço tem a responsabilidade, dando início a um processo de transferência do poder de forma discreta e articulada, salvaguardada pela interdependência de poderes. Muitos recusam acreditar, mas a futura candidata a presidência da República de Angola há muito que já ensaia à agenda de Chefe de Estado.

  • CONHEÇA O LEMA DA CNE PARA AS ELEIÇÕES GERAIS EM 2027: “ANGOLANOS E ANGOLANAS TODOS AO VOTO”

    CONHEÇA O LEMA DA CNE PARA AS ELEIÇÕES GERAIS EM 2027: “ANGOLANOS E ANGOLANAS TODOS AO VOTO”

    O plenário angolano da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) aprovou no dia 5 de Junho de 2026 o lema para às eleições gerais previstas para o ano 2027.

    A decisão foi tomada durante a Segunda Sessão Ordinária do órgão, que avaliou quatro propostas.

    Segundo o porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral, Manuel Camati, em declarações à imprensa, “a escolha final resultou de uma forte argumentação em torno da necessidade de mobilização nacional”.

    Manuel Camati afirmou que o lema “Angolanos e Angolanas Todos ao Voto” foi desenvolvido com objectivo de mobilizar o maior número de eleitores em detrimento da crescente abstenção que tem se verificado nas últimas eleições gerais realizadas em Angola.

  • APROVADA A PRIMEIRA CANDIDATURA PARA A PRESIDÊNCIA DO MPLA

    APROVADA A PRIMEIRA CANDIDATURA PARA A PRESIDÊNCIA DO MPLA

    A Comissão Nacional Preparatória do nono (IX) Congresso Ordinário do MPLA realizou uma conferência de imprensa na Sexta-feira (05/06/026) tendo na ocasião o político Job Capapinha, Coordenador da referida comissão tornado público que após analisado o processo de candidatura, submetido a Comissão Preparatória pelo mandatário Jú Martins, foi aprovada à candidatura de João Lourenço que concorre para a continuidade na liderança do partido MPLA.

    Segundo às informações que são tornadas públicas, o MPLA pretende realizar o seu IX Congresso Ordinário no dia 9 e 10 do mês de Dezembro deste ano 2026.

    Entretanto, até o fecho desta notícia apenas o candidato João Lourenço tem a sua candidatura submetida e validada. Quanto aos outros interessados a concorrer para o cargo de Presidente do maior partido de Angola, até o momento, apenas o político Higino Carneiro e o académico José Carlos manifestaram publicamente a intenção de concorrerem ao cargo de Presidente do MPLA, porém até data presente ainda não submeteram as suas candidaturas para formalizar as pretensões que manifestaram.

    Com base nas informações tornadas públicas pela Comissão Nacional Preparatória do IX Congresso Ordinário do MPLA, o prazo para o término da recepção dos processos de candidaturas para o cargo de Presidente do MPLA esta previsto para o mês de Setembro.

  • DETRACTORES AUMENTAM ATAQUES E AMEAÇAS CONTRA JÚ MARTINS E FAMILIARES

    DETRACTORES AUMENTAM ATAQUES E AMEAÇAS CONTRA JÚ MARTINS E FAMILIARES

    Informações sobre às investigações em curso revelam que o número de ataques que o político angolano João de Almeida Azevedo Martins “Jú Martins” e os seus familiares têm sido alvo nos últimos dias de várias ameaças à integridade física.

    Apesar de Jú Martins manter a descrição, característica que lhe é peculiar, às ameaças à sua integridade física e da sua família já remontam algum tempo, vindo a aumentar nos últimos meses.

    Os ataques orquestrados por indivíduos entre os quais políticos, académicos, empresários, juristas, jornalistas, com alguma influência no cenário político angolano tentam a qualquer custo, destabilizar a coesão no seio do partido dos camaradas.

    Jú Martins tem resistido aos ataques previamente planeados, não cedendo às chantagens, o que de certo modo tem motivado os seus algozes para fazerem de tudo com objectivo de o silenciar e lhe afastarem do jogo político.

    Agindo de forma traiçoeira os autores das cabalas contra Jú Martins, estão dispostos e têm feito uso de todos meios e recursos para neutralizar o homem que foi escolhido como mandatário do actual presidente do MPLA para a sua reeleição no nono congresso do partido dos camaradas, marcado para ser realizado no dia 9 e 10 de dezembro deste ano.

    Jú Martins é deputado à Assembleia Nacional da República de Angola e Secretário do Bureau Político Para os Assuntos Políticos e Eleitorais do MPLA. É reconhecido como um dos principais estrategas do partido, apelidado como sendo o pequeno Lúcio Lara, figura histórica no seio do partido dos camaradas.

    O político Jú Martins tem sido uma das principais figuras que revitaliza o trabalho ideológico do partido no poder. Entre os vários cargos já exercidos por Jú Martins, consta na sua vasta folha de trabalho político o cargo de Secretário para a Política de Quadros do Bureau Político, tendo simultaneamente exercido o cargo de Secretário dos Assuntos Políticos e Eleitorais.  Também consta no curriculum de Jú Martins o cargo de Secretário para a Reforma do Estado e Autarquias, sendo o seu vasto conhecimento uma mais-valia para o partido.

    A figura de Jú Martins na equipa constituída pelo actual presidente do MPLA e da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço causa instabilidade nos adversários silenciosos que têm se movimentado na sombra, transformando em alvos todos que podem provocar efeitos de degradação física ou psicológica contra a normalidade do processo em curso no partido dos camaradas.

    A investigação em curso tem revelado a existência de uma vasta rede de conspiradores e infiltrados no seio do partido dos camaradas, sendo que alguns políticos firmaram pactos com alguns partidos políticos que concorrem com o MPLA, e tem fornecido informações confidenciais a oposição. No entanto, o teste da persistência e a verticalidade assente na fidelidade política constitui um desafio para os militantes do partido dos camaradas.

  • PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO PREVÊ REMODELAR O SEU EXECUTIVO NAS PRÓXIMAS SEMANAS

    PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO PREVÊ REMODELAR O SEU EXECUTIVO NAS PRÓXIMAS SEMANAS

    O Presidente de Angola, João Lourenço pretende proceder alterações no seu executivo com o objectivo de melhorar o desempenho dos órgãos ministeriais. 

    A medida que já foi reflectida e adiada em várias ocasiões, tornou-se irreversível depois dos factos protagonizados pela população no dia 28 de Junho e prolongaram-se até o dia 30 de Junho, derivadas de uma manifestação convocada pelos taxistas em função da subida do preço do gasóleo, tendo causado várias mortes e inúmeros prejuízos económicos. 

    João Lourenço pretende promover para o seu executivo governamental os quadros do seu partido com perfil técnico e político proeminentes, com vista à ajustar a necessidade da sincronização de haver sensibilidade política perante a realidade social que a população vive actualmente. 

    As pastas ministeriais das Finanças, Comércio, Interior, Transportes, Economia e Planeamento, Educação, Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Indústria, Juventude e Desportos, Construção e Obras Públicas, Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Agricultura e Florestas, Telecomunicações e Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Construção, Cultura, Defesa, são tidas como prioridades nas alterações ministeriais que serão realizadas pelo presidente angolano nas próximas semanas.

  • NIVEIS DE INDIFERENÇA POLÍTICA AUMENTAM DIARIAMENTE

    NIVEIS DE INDIFERENÇA POLÍTICA AUMENTAM DIARIAMENTE

    Contrariamente as máscaras das fotografias que se tornaram a forma ilusória de fazer política em Angola, tem se constatado o aumento dos níveis de indiferença dos cidadãos na participação política.

    Com a imprensa privada totalmente silenciada, os cidadãos buscam refúgio nas plataformas digitais e redes sociais para se fazerem ouvir perante o aumento diário do custo de vida.

    Apesar das fotografias serem produzidas regularmente com a intenção de manipular a opinião pública, os partidos políticos angolanos se arriscam a serem massivamente ignorados pela população durante às eleições gerais previstas para o ano 2027. O sofrimento da alma não se cura escondendo.

    A contradição da realidade e às aparências é claramente notável. Enquanto alguns poucos preferem mentir classificando a governação como se estivesse boa na sua actuação, a constatação da realidade nos ambientes privados faz eco da crescente insatisfação social da população perante a um governo diariamente indiferente aos clamores para que o governo angolano tenha como prioridade o bem-estar dos cidadãos.

    A classe política que governa Angola tem ao seu dispor inúmeros benefícios que fazem com que cada deputado, ministro, governador, administrador, qualquer que tenha algum cargo no governo apenas tem como prioridade salvaguardar os benefícios que lhe são proporcionados pelo sistema de governação.