LITRO DO GASÓLEO SOBE PARA 420 KZ SINÓNIMO DA SUBIDA DE PREÇOS

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Se antes da subida dos combustíveis a vida já estava difícil, os indicadores revelam que há tendência de piorar. O ministério das Finanças e a empresa Sonangol subiram o preço do litro de gasóleo para quatrocentos e vinte Kwanzas, mais uma medida que se enquadra na retirada da subvenção dos combustíveis, o que é considerado como acerto dos impostos. 

A subida do preço do gasóleo influencia a formação dos preços de venda. Os proprietários de camiões e as empresas de transportes públicos terão de ajustar os preços dos seus serviços ou produtos causando o efeito cascata com a subida em toda cadeia dos preços de serviços e produtos.

Sendo frequentemente criticada, a política fiscal angolana tem sido encarada como um instrumento de desincentivo das actividades económicas, em particular pelos efeitos que tem exercido a curto, médio e longo prazo, do lado da oferta.

Por cada novo imposto inserido no sistema económico angolano, consequentemente passa a existir actualização nos preços dos produtos e dos serviços praticados no mercado.

As políticas fiscais, no caso, os impostos sobre o rendimento, afectam as decisões de oferta e o esforço do trabalho, de poupança e investimento.

A mobilidade crescente dos factores produtivos também muito contribuem para uma maior reacção dos agentes económicos perante às alterações das taxas de impostos.

De acordo com a economia do supply-side, as alterações de preços induzidas pelas taxas de impostos afectam as decisões dos agentes económicos entre trabalho e lazer, consumo presente e futuro, desenvolvimento da actividade na economia oficial e na informal. Para os defensores da economia do supply-side devem-se promover reduções de impostos como forma de atenuar as distorções nas escolhas económicas, e os impostos proporcionais ao rendimento introduzem menores distorções do que os progressivos.

A redução das taxas de impostos poderia mesmo aumentar as receitas fiscais (RF) dos governos porque aumentaria a incidência da participação fiscal nos impostos directos em relação aos impostos indirectos.

Entre as razões salienta-se a potencial redução das receitas fiscais resultantes da introdução de uma taxa proporcional de imposto sobre o rendimento relativamente baixa, de forma a que nenhum contribuinte ficaria penalizado relativamente à situação dos impostos progressivos em vigor.

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