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  • INSTITUTO NACIONAL DE ESTATISTICA PUBLICOU O RESULTADO DAS CONTAS NACIONAIS PÚBLICAS

    INSTITUTO NACIONAL DE ESTATISTICA PUBLICOU O RESULTADO DAS CONTAS NACIONAIS PÚBLICAS

    O Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou no seu Portal, informações das estatísticas oficiais em formato de síntese por meio de uma designada “Folha de Informação Rápida (FIR)” das Contas Nacionais Trimestrais, referente ao primeiro trimestre de 2026.

    Com base na informação transcrita em seguida: “a sequência da actualização recente da série das Contas Nacionais Anuais, com base na incorporação de novas informações das estatísticas das finanças públicas, decorrente da adopção do Manual de Estatísticas das Finanças Públicas (Edição 2014), procedeu-se, igualmente, à revisão da série das Contas Nacionais Trimestrais. Este processo permite assegurar a consistência entre as duas séries e reforçar a robustez e precisão dos resultados apresentados.

    Adicionalmente, as séries das Contas Nacionais Trimestrais, a preços correntes e a preços constantes, foram harmonizadas, a partir do seu ano de referência (Ano de 2015).

    O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5,32% no primeiro trimestre de 2026 comparativamente ao primeiro trimestre de 2025. Na passagem do quarto trimestre de 2025 para o primeiro trimestre de 2026, considerando a série com ajuste sazonal, o PIB cresceu 1,37%.

    Do ponto de vista da estrutura da economia angolana, o sector petrolífero registou uma contracção homóloga de 0,21%, ao passo que o sector não petrolífero registou um crescimento de 6,22%”.

    Conforme é possível identificar na referida informação, a interpretação dos referidos dados continua a ser desconhecida para o público quanto às questões que são impactantes para a vida da população, como exemplo, se as despesas permitiram a redução ou aumento do poder de compra dos cidadãos? Se as despesas reduziram ou aumentaram a pobreza?

  • RUAS DE LUANDA INVADIDAS PELO MAU CHEIRO

    RUAS DE LUANDA INVADIDAS PELO MAU CHEIRO

    Grande parte das ruas da cidade de Lunda, passaram a ter odores muito desagradáveis. A gravidade da situação já constitui problema de saúde pública.

    Segundo a opinião de alguns cidadãos contactados pelos repórteres da Mídia Geral, entre às eventuais causas do mau cheiro nas ruas de Luanda, se destaca a prática frequente dos cidadãos fazerem as necessidades fisiológicas nas ruas da cidade, devido a falta de locais públicos para o devido efeito. De igual forma, o lixo proveniente da venda informal, e o deficiente sistema de recolha pública do lixo nos contentores também constam nas causas primarias do mau cheiro que abunda pelas ruas de Luanda.

    Sobre o mau cheiro nas ruas de Luanda, até o momento, não houve qualquer pronunciamento das instituições do governo. Enquanto isto, a população que transita pelas ruas de Luanda, apenas reclama entre si.

  • MAIS UMA PROPOSTA DE LEI ABSURDA CHEGA AO PARLAMENTO

    MAIS UMA PROPOSTA DE LEI ABSURDA CHEGA AO PARLAMENTO

    O parlamento angolano recepcionou do governo mais uma proposta de lei que tem sido fortemente criticada por vários segmentos da população, que consideram a referida proposta como sendo “absurda”.

    Sob iniciativa do ministério das finanças, através da actual ministra Vera Daves que parece ser a ministra com mais poder no governo, a referida proposta prevê o acesso da Administração Geral Tributária (AGT) às informações bancárias dos contribuintes, tendo como base de sustentação da melhoria da supervisão fiscal.

    Remando contra a maré, a ministra das finanças Vera Daves entre outras situações, tenta anular o sigilo bancário vigente em Angola, que é um direito fundamental da proteção à privacidade consagrado na Constituição e regulado principalmente pelo Regime Geral das Instituições Financeiras com base na Lei n°14/21 e pela Lei do Banco Nacional de Angola (Lei n°24/21). A quebra deste sigilo exige autorização legal estrita ou ordem judicial, sendo a sua violação considerada crime público.

    Os bancos conseguem obter lucros, através dos juros e das taxas cobradas pelas transações efetuadas.

    O dinheiro captado (depositado) dos clientes (pessoas físicas, empresas, indústrias e/ou governo) é utilizado pelos bancos para conceder empréstimos a outros clientes, desta forma os bancos cobram juros e assim ajudam para a circulação do dinheiro.

    A Lei Geral de Protecção de Dados é um instrumento que trouxe um novo marco regulatório para Angola, exigindo das empresas uma mudança profunda na forma como lidam com dados pessoais. Para o sector financeiro, que já segue uma série de normas do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional, isso significa operar em um cenário regulatório ainda mais exigente e, muitas vezes, mais complexo.

    Cada transação bancária gera dados. E, em um banco de médio porte, isso pode representar o processamento contínuo de milhões de informações pessoais, como:

    Nome, endereço e dados cadastrais, histórico completo de movimentações financeiras, informações sobre investimentos, patrimônio e crédito, padrões de consumo e comportamento.

    Esses dados, além de valiosos, são extremamente sensíveis, e qualquer falha pode resultar em prejuízos financeiros e reputacionais severos.

    O risco de vazamentos de dados, por meio de cartões, senhas, contas bancárias, históricos de crédito, e outras informações pode gerar fraudes, danos reputacionais e multas pesadas.

    Os crimes derivados da engenharia social e fraudes digitais, como o phishing, vishing, smishing: técnicas que exploram o factor humano e geram prejuízos bilionários, como apontado são de longe superiores a capacidade do ministério das finanças.

    O exemplo dos desfalques praticados na AGT, onde o acesso privilegiado as informações que são mal gerenciadas por parte dos funcionários despreparados representam riscos significativos que certamente nenhum cliente dos bancos se sente seguro em saber que os seus dados estarão disponíveis de tal forma.

  • UNITA ACUSA O GOVERNO DE FALHAR NO CAMPO ECONÓMICO E SOCIAL

    UNITA ACUSA O GOVERNO DE FALHAR NO CAMPO ECONÓMICO E SOCIAL

    Aldeberto da Costa Júnior o líder da UNITA acusou o governo angolano de privilegiar a dívida em detrimento da educação, saúde e produção

    O presidente da UNITA, fez a referida afirmação durante um evento público designado diagnóstico económico e social, realizado na Quarta-feira (17/06). Segundo Adalberto da Costa Júnior, Angola continua dependente de um modelo económico excessivamente assente no petróleo, na dívida pública e na concentração de recursos nas mãos do Estado, defendendo a implementação de reformas estruturais capazes de promover um desenvolvimento sustentável e inclusivo.

    O líder da UNITA considerou que os problemas do país são sobretudo estruturais e resultam da forma como as instituições funcionam, da organização do poder económico e dos incentivos existentes.

    Angola vive uma situação de estabilização sem transformação, na qual alguns indicadores macroeconómicos melhoram, mas sem impactos significativos na diversificação económica, na criação de emprego e na redução das desigualdades sociais, reiterou o líder da UNITA.

    Adalberto Costa Júnior destacou também a diferença entre o preço de referência do petróleo inscrito no Orçamento Geral do Estado e os preços praticados nos mercados internacionais. Segundo afirmou, enquanto o Orçamento Geral do Estado (OGE) foi elaborado com base em 61 dólares por barril, a média observada nos primeiros meses de 2026 rondou os 92 dólares.

    Segundo Adalberto da Costa Júnior esta diferença cria uma margem financeira significativa que exige maior transparência por parte do Executivo na divulgação das receitas efectivamente arrecadadas.

    Dando sequência a análise, segundo a UNITA, o peso da dívida pública representa, cerca de 84% das receitas previstas para 2026 que serão absorvidas pelo pagamento da dívida e dos respectivos encargos financeiros.

    Para o líder da oposição, esta realidade limita a capacidade do Estado para investir em áreas estratégicas como a educação, a saúde, a protecção social e as infraestruturas produtivas.

    O diagnóstico também faz duras críticas ao sistema financeiro que continua sem desempenhar um papel relevante na diversificação económica, uma vez que o crédito ao sector privado representa apenas cerca de 7% do PIB, um dos níveis mais baixos da África Austral.

    A agricultura foi apontada como um exemplo dessa contradição. Embora seja frequentemente apresentada como prioridade nacional, continua a receber uma parcela reduzida do financiamento bancário.

    A UNITA criticou igualmente a forte concentração territorial dos recursos públicos. Segundo os dados apresentados, Luanda e a estrutura central do Estado absorvem cerca de 68,1% da despesa pública prevista para 2026.

    Adalberto Costa Júnior considera que esta centralização agrava as desigualdades regionais, limita o desenvolvimento das províncias e aumenta a pressão migratória sobre a capital.

    O relatório manifesta ainda preocupação com a elevada taxa de informalidade, que afecta cerca de 78,8% dos trabalhadores angolanos e ultrapassa os 93% entre os jovens dos 15 aos 24 anos.

    O desemprego jovem, superior a 50%, foi igualmente apontado como um dos principais desafios económicos e sociais do país, reflectindo a incapacidade da economia para gerar emprego formal e produtivo.

    No plano institucional, o líder da UNITA criticou os níveis de corrupção, a falta de transparência na contratação pública e aquilo que considera serem fragilidades na independência do sistema judicial e na aplicação efectiva das leis.

    O diagnóstico reconhece alguns progressos nos sectores da educação e da saúde, incluindo melhorias nos indicadores de mortalidade materna e neonatal e avanços nas campanhas de vacinação. Contudo, alerta que a taxa de analfabetismo permanece elevada e que a malária continua a ser a principal causa de mortalidade e morbilidade em Angola.

  • ESCRITOR ALBINO CARLOS LANÇA NOVO LIVRO: HISTÓRIA DA MÚSICA ANGOLANA

    ESCRITOR ALBINO CARLOS LANÇA NOVO LIVRO: HISTÓRIA DA MÚSICA ANGOLANA

    No dia 18 de Junho, Quinta-feira, às 17 horas, no Palácio de Ferro em Luanda o escritor angolano Albino Carlos vai fazer a apresentação pública formal da sua nova obra literária com título “História da Música Angolana”.

    Segundo o escritor: A música angolana é espaço de liberdade de expressão como expressão das liberdades!

    Albino Carlos é Doutor em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), membro da Academia Angolana de Letras, da União dos Escritores Angolanos e da Entidade de Regulação da Comunicação Social Angolana. Foi aclamado com Issunje, colectânea de contos lançada em 2012 e laureada com o Prêmio Nacional de Cultura e Artes na categoria Literatura em 2014, e com Olhar de Lua Cheia, que recebeu o Prêmio de Literatura António Jacinto em 2006.

  • DOM ZACARIAS KAMWENHO FOI SEPULTADO NA PROVÍNCIA DA HUILA

    DOM ZACARIAS KAMWENHO FOI SEPULTADO NA PROVÍNCIA DA HUILA

    O Arcebispo Emérito do Lubango Dom Zacarias Kamwenho falecido no dia 29 de Maio 2026, depois do agravamento do seu estado de saúde foi sepultado na província da Huíla na Quarta-feira (04/06/026).

    Nascido no dia 5 de Setembro de 1934, na província do Huambo, Dom Zacarias Kamwenho até a data da sua morte contava com 92 anos de idade. Foi ordenado sacerdote em Junho de 1961. Em 26 de Agosto de 1974, foi nomeado Bispo Auxiliar de Luanda, iniciando um percurso episcopal marcado pela proximidade ao povo e pela defesa incansável da dignidade humana.

    Considerado como uma das figuras mais importantes da Igreja Católica em Angola, Dom Zacarias Kamwenho dedicou a vida no testemunho do Evangelho.

  • EM ANGOLA – CORRIDA PARA AS NOMEAÇÕES DESTAPA AMBIÇÕES: TODOS QUEREM UM CARGO

    EM ANGOLA – CORRIDA PARA AS NOMEAÇÕES DESTAPA AMBIÇÕES: TODOS QUEREM UM CARGO

    Quem vai e quem fica? Quem vai ser nomeado, quem será exonerado e quem se manterá no cargo?

    Nós sabemos quem será nomeado, quem será exonerado, e também sabemos quem vai se manter no cargo. Mas não iremos revelar porque é segredo. Revelar quem vai ser nomeado, exonerado ou se manter no cargo no nível das espectativas que fazemos referência é uma das atribuições do Presidente da República.

    No entanto, a corrida para serem escolhidos para as eventuais nomeações que poderão ser feitas pelo Presidente da República de Angola, João Lourenço, tem causado inúmeras movimentações, deixando a descoberto uma fila de milhares de interessados nos cargos que atraem os inúmeros auto candidatos, por se acharem mais especiais que todos os outros.

    Com pouco menos de um ano e alguns meses das próximas eleições gerais que poderão ser realizadas em Angola em 2027, a estreia dos novos dirigentes no executivo angolano, se fará sentir pela imprevisibilidade dos resultados que se espera no processo de governar para o povo, e não para organizar apenas a sua própria vida, roubando do erário público como muito se apregoa a quem ascende economicamente em tempo recorde, mesmo sem ter tido qualquer histórico de riqueza.

    As listas encomendadas que circulam nas redes sociais angolanas, constando nomes de supostos dignos a serem nomeados, revelam que apesar das pretensões, não há cargos para todos. Alguns que já tiveram a sorte de lhes atribuírem cargos políticos e no executivo, mas devido à ambição desmedida do poder, tem decepcionado o Presidente da República.

    A grande novidade nas nomeações que vão continuar a despistar as previsões dos videntes do acaso, serão os novos rostos. Entretanto, a divulgação das novas nomeações, vai continuar a ser tornada pública a conta gota.

    Quanto a muitos exonerados, deverão lidar com a justiça, pois apesar de serem exonerados, prevalece o crime do roubo por desfalque financeiro do erário público. O recado está dado.